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terça-feira, 13 de julho de 2010

Dá raiva de tão bom #11


No dia 6 de agosto será a estreia do filme “A Origem”, protagonizado por Leonardo DiCaprio, com um elenco que traz alguns indicados ao Oscar e que promete muita ação. Confira no trailer abaixo:





Mas não é só o filme. A campanha em si está cheia de novidades. Por exemplo, alguns virais, ARG e mídias alternativas como esta empena colocada em um prédio com o objetivo de invadir os sonhos e roubar segredos de quem vê.



Loucura, não? Pois é o que a mensagem diz: O sonho é real (The dream is real).

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Orgulho ou vergonha de ser brasileiro?

Nesta quinta-feira (dia 8), em Joanesburgo, ocorreu o evento de lançamento do logotipo da Copa de 2014, que será realizada aqui no Brasil. E o vencedor foi...


Entre várias opções sugeridas por algumas agências, este foi o logotipo escolhido que ficou a cargo de: Ricardo Teixeira - presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Jérôme Valcke - secretário-executivo da Fifa, o arquiteto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho, a cantora Ivete Sangalo, a modelo Gisele Bündchen e o designer Hans Donner. Até então, não se sabia quem tinha criado essa grande “obra de arte”, mas neste evento foi revelado: a agência África (@agenciaafrica). Como já devem ter visto, o logo recebeu várias críticas negativas.

Se vocês perceberem, a mão amarela parece estar escondendo o rosto, como se estivesse com vergonha de algo. Vergonha do Brasil? Além disso, não dá para ver nada que retrate o Brasil, este país que tem uma diversidade de pessoas, cultura e se diz o “país do futebol”.

Na minha opinião, o que faltou nesse logo foi um conceito, algo que remetesse ao Brasil, não só nas cores (apesar de que não sei porque usaram vermelho), mas algum símbolo que mostrasse a sua importância, seu valor para o mundo. Eu me pergunto: “Onde está a alegria brasileira de sediar uma Copa nesse logo?”. Também acho que poderia ser mais bem acabado, mas não acredito que melhorasse muito.

Por isso, abrimos a discussão: o que você achou do logo? Dê sua opinião!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

AUPP Visita: UP Publicidade


Hoje nosso post será sobre a UP Publicidade, onde falamos com Camila Hygino – mídia; Rodrigo Lima e Vanessa Joppert - proprietários e profissionais de atendimento.


O trio nos recebeu na sala de reunião da agência, e, de forma descontraída e dinâmica nos concedeu a entrevista abaixo:


Como os três participaram diretamente do bate papo, optamos que a UP assinasse as respostas, ao invés de um nome. Dessa forma, não seremos injustos com nenhum dos profissionais.

AUPP - Há quanto tempo a agência está no mercado?
UP – Há 6 anos.

AUPP – Por que a escolha do nome?
UP – O nome foi sugestão de um amigo, e se encaixou a imagem que a equipe queria ter frente aos clientes a ao mercado.

AUPP – Quantas pessoas trabalham na agência e quais são os setores em que eles atuam?
UP – 10 pessoas, incluindo os proprietários, divididas nas áreas de atendimento, departamento de web, criação, mídia, tráfego e setor administrativo.

AUPP – Qual a forma de seleção dos candidatos que concorrem a uma vaga?
UP – Por entrevista, geralmente divulgamos as vagas no jornal e em redes sociais. Também recebemos currículos pelo nosso site.

AUPP – Além dos jobs, que outra forma a agência usa para se promover?
UP – Redes sociais.

AUPP - Desde a inauguração, quais jobs tiveram mais destaque ou até viraram cases?
UP – Todos. Cada cliente é um trabalho diferente, há alguns que não acabam tendo grande repercussão na região, mas que proporciona um ótimo resultado para o cliente.

AUPP - O que a agência proporciona de diferente para seus clientes?
UP – O atendimento. Estamos sempre preocupados com o resultado do cliente.

AUPP – Quais são os principais clientes que a agência atende?
UP – Todos.

AUPP – A agência já desenvolveu ou desenvolve algum trabalho de âmbito social?
UP – Temos clientes que realizam trabalhos de âmbito social e contam com o nosso apoio como colaborador. No dia 08/04/2010 a UP Publicidade participou da campanha “Doe seu Domínio” em prol das crianças do GRAACC – campanha realizada pela agência Ogilvy. Neste dia quando o internauta entrasse no site da UP Publicidade era direcionado automaticamente ao site do GRAACC onde lá, era possível conhecer e ajudar a instituição. Obtivemos o recorde de visitas do ano em nosso site neste dia.

AUPP – A agência já participou de algum festival? Ganhou algum prêmio?
UP – Já participamos e ficamos no shortlist do Profissionais do Ano e de festivais na área de web.

AUPP – Com que frequência universitários procuram a agência para conhecer ou procurar o trabalho?
UP – A procura é grande.

AUPP – Como o estudante pode ter acesso à agência?
UP – Pode marcar uma hora e vim pessoalmente ou por email.

AUPP – A agência desenvolve algum trabalho na área de social media?
UP – Sim. O nosso diferencial é esse.

AUPP – O que a agência faz para que os seus profissionais estejam sempre se atualizando?
UP – Patrocinamos cursos e workshops para a equipe e também incentivamos os funcionários a participarem, principalmente os novos.

AUPP – Na sua visão, qual a importância da agência universitária na formação profissional?
UP – Ela mostra um pouco da realidade do mercado, algo que não se aprende em sala de aula. Tivemos boas experiências com pessoas que vieram de agências universitárias, eles viraram ótimos profissionais.

AUPP – Vocês já participaram de eventos promovidos pelas universidades de Publicidade e Propaganda?
UP – Sim, principalmente de universidades da capital e do interior.

AUPP – O que você acha que falta na universidade como um todo?
UP – Falta um pouco da realidade regional, por exemplo, nas atividades de mídia geralmente trabalhamos com grandes orçamentos e essa não é a nossa realidade.
A Universidade deve mostrar para o aluno como se trabalhar com um pouco de tudo, com orçamentos grandes e pequenos. E instruí-los para saberem trabalhar com o cliente, tratá-lo e não traumatizá-lo. Devem aprender a fazer um planejamento eficaz para suprir a necessidade do anunciante.

AUPP – Qual a dica que você deixa para quem está começando na profissão?
UP – Gostar do que faz e querer trabalhar, pois a nossa área não é para qualquer pessoa.

AUPP – Indique um livro.
UP – Confissões de um Publicitário, de David Ogilvy e Propaganda de Lá para Cá, de Marília G. Graf.

AUPP - Indique um filme.
UP - Mãos talentosas: A História de Benjamin Carson

AUPP – Indique uma campanha nacional.
UP – Está na hora de mudar os seus conceitos, principalmente o conceito sobre carro, da FIAT e O case sobre desbloqueio de celular, da OI.


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Uma imagem vale por mim palavras?



“Frases como a célebre ‘Uma imagem vale por mil palavras’ ganharam terreno sem que as pessoas se dessem conta de que o que ganhou fama foi a frase – que não é formada por imagens, mas por palavras.”

O Deus da criação – Adilson Chavier

Ontem estava no avião voltando para o Rio Grande depois de longos meses em SP e estava lendo um livro muito interessante sobre publicidade, de onde tirei a frase acima.

Na hora, quando li a frase, fiquei chocado. Como que nunca tinha percebido isto antes? Talvez até você não tenha percebido também. E talvez também não tenha percebido como as novas gerações de estudantes de publicidade supervalorizam o poder das imagens e se esquecem da beleza e do impacto que as palavras podem causar.

Na faculdade onde estudo sou um dos responsáveis da agência Junior, e todo ano recepcionamos os novos alunos, apresentamos os setores da agência e tentamos encaminha-los às áreas de sua preferência. Perguntei aos novatos quantos deles gostariam de ser redatores, ninguém gostaria. Parti para a psicologia, tentando descobrir o redator oculto dentro de algum dos que estava ali. Comecei perguntado quantos leram algum livro nas férias. Quantos haviam lido algum livro nos últimos três meses. Quantos gostavam de escrever. E me surpreendi, pois em uma turma de 60 alunos, nenhum havia lido nenhum livro nos últimos três meses e nenhum deles gostava de escrever.

Tirando aqueles que entraram no curso de PP porque acham isso descolado, a maioria deles pretendia ser diretor de arte. Não estou falando isto pelo glamour da profissão ou por achar que a área de redação é o cerne da publicidade, mas o fato é que não se dá o devido valor ao poder que as palavras tem. A publicidade não tem dado o devido valor.

Trabalhei em duas agências que não viam muitas vantagens em se desenvolver a área de redação. Acreditavam que isto era um luxo para grandes agências com grandes clientes. Eu estava ali apenas para corrigir textos.

No outro extremo estão as agências que acreditam no poder das palavras, desde que juntas criem boas sacadinhas. Aquelas que acreditam no poder do “no nosso mês de aniversário quem ganha o presente é você!”.

E distantes, solitárias em meio a tudo isto, estão aquelas agências que acreditam que a suas palavras são capazes de encantar, surpreender e mudar a mente e o coração dos consumidores. Elas podem ser grandes ou pequenas, mas são capazes de compreender isso. E estão repletas de pessoas capazes e inteligentes, dos redatores aos diretores de arte, passando pelos mídias, atendimento, planejamento aos próprios donos de agências, que lutam para que suas palavras valham tanto quanto as imagens.

É em agências assim que quero trabalhar e com pessoas assim que quero aprender.



Faça como o Flavio Salcedo. Você também pode ter seu texto publicado no nosso blog.
Dá uma olhada no post: "Mi casa, su casa!".



sexta-feira, 2 de julho de 2010

Cadê os anúncios de oportunidade?

É, pessoal. O Brasil perdeu e lá se foi mais uma chance de conquistarmos o Hexa. Quando vi que não tinha mais chances para a nossa seleção, fiquei curioso em ver uma coisa: os anúncios de oportunidade após a derrota.

No ano de 2006, quando a seleção perdeu para a França, também nas quartas de final do mundial, assim que o jogo acabou, fui surpreendido com um comercial da Brahma protagonizado por Zeca Pagodinho que falava que ainda iríamos conquistar a sexta estrela. Infelizmente não consegui o vídeo, mas o conceito era o da imagem abaixo:


Este ano, parece que a única empresa que se preocupou e adiantou um anúncio para uma possível eliminação foi a rede de Hipermercados Extra. O problema é que o anúncio foi veiculado no dia errado, e ficou marcado como um dos maiores micos da propaganda deste ano.


Enfim, nós publicitários temos que estar preparados para essas coisas. Sei que ninguém queria fazer uma propaganda falando da derrota da seleção, mas justamente no ano em que não se tinha muita esperança do Brasil ganhar ninguém preparou nada? Talvez, os anúncios saiam somente amanhã, mas eu estava na expectativa após o jogo e, como fanático por propaganda, fiquei decepcionado.