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terça-feira, 8 de junho de 2010

McIdeia feliz ou infeliz?


O McDonald’s tem veiculado um filme na França que tem dividido opiniões. O comercial intitulado de "Come as you are" foi criado pela agência A BETC Euro RSCG e aborda a temática da homossexualidade. A proposta é posicionar a empresa multinacional como "um lugar onde as pessoas são livres para serem elas mesmas".


Com a ideia, o McDonald’s dá um passo que pode ser levado tanto para o bem quanto para o mal. Embora o tema já seja muito discutido, a iniciativa da marca pode ser vista como preconceituosa, afinal, será que os homossexuais precisam de uma campanha dirigida especificamente para eles? Explico, será que as campanhas da rede já não atingem esse público? É necessário fazer essa separação?

Outro ponto que vale ser observado é que, embora o tema esteja tão explícito nos dias de hoje, ainda há uma discriminação por parte de muita gente, e a marca fazendo isso poderá atingir de forma negativa uma grande parcela da população, ou seja, o McDonald’s querendo agradar a todos pode, no final, não agradar ninguém.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Um banho e tanto

Ano passado, a ONG SOS Mata Atlântica lançou a campanha “Xixi no Banho”, com o objetivo de fazer com que as pessoas economizassem água. Agora é a vez da AXE lançar uma ação com o mesmo intuito, porém, de uma maneira bem sugestiva. O projeto desenvolvido por uma empresa canadense para a famosa marca sugere que as pessoas dividam o chuveiro para assim economizar água.


Claro que a ideia reforça mais a marca, que é voltada para o público jovem masculino, do que a conscientização. Mas será que com um chuveiro tão “animado”, alguém vai querer sair de baixo da água?

É uma maneira audaciosa de falar do assunto, e que conseguiram ligar a proposta com a AXE, ou seja, um acerto. A campanha vai além do vídeo, foi criada uma página no Facebook que convida as pessoas a mostrarem os seus progressos de economia de água baseadas na proposta da marca.


Apesar de divertida, o grande problema da campanha é que ela pode acabar indo para outro lado, e sufoque a causa social. Não acha?

A realidade nua e crua

Muitas vezes, para chamar atenção sobre determinado assunto, é preciso apelar. A WWF tem feito muito bem isso, usando boas propagandas para chocar e conscientizar o público em relação aos problemas do nosso planeta. ‘Imagine que isso é seu’, é o que o panda traz à tona.



Parece que quanto mais fortes são esses anúncios, mais eles chamam a atenção e causam efeito. Às vezes, é preciso dar um choque de realidade para quebrar o gelo de muita gente, e mesmo assim alguns não reagem.
Mas os publicitários continuam apelando para esses recursos, e na maioria das vezes muito bem.

Outra ação que vale a pena ser citada é a da Greenpeace com o seu polêmico vídeo que tem travado uma verdadeira guerra nas redes sociais contra a Nestlé.


Bom seria se a publicidade não precisasse mostrar certas coisas, mas como nesse caso é para uma causa justa, tudo é valido. Ou não?

terça-feira, 20 de abril de 2010

Profissão: Social Media


Imagine a cena: você está sendo apresentado a alguém e a pessoa lhe pergunta o que você faz. Você responde: sou Social Media. A reação da pessoa, se ela não souber do que se trata, pode ser das mais variadas: ela se interessar e perguntar o que é isso, fingir que entendeu e mudar o assunto ou desmerecer totalmente a profissão pensando que a área é coisa de quem não tem o que fazer.


A verdade é que, na maioria das vezes, as pessoas agem conforme a terceira opção. Na publicidade brasileira, por exemplo, agora é que estão começando a dar valor a esse profissional, que antes era visto como um desocupado que passava o dia todo em redes sociais.

O boom dessa nova área de atuação se deve principalmente à relação cliente x marca. Hoje em dia, as pessoas não querem simplesmente serem passivas nas ações de marketing das empresas: elas querem participar e interagir com a marca. As empresas, por sua vez, estão preocupadas com o que estão falando delas. Para solucionar o problema e satisfazer as duas partes, uma boa maneira são as redes sociais e cuidando de tudo isso está o Social Media.


Está vendo a importância desse cara? Além das empresas, há profissionais que também são responsáveis por pessoas públicas nas redes, principalmente políticos. O case do Barack Obama, premiado em Cannes, está aí e não me deixa mentir.

Depois de todo esse crescimento na área, é comum encontrarmos empresas solicitando esse profissional de extrema necessidade, mas, antes de sair falando para todos que você quer usar orkut, msn, twitter e facebook como ferramentas de trabalho e ser chamado de louco, tenha a consciência de que a área não é tão simples assim. Você deve gostar muito de internet, ser criativo, ler bastante, escrever bem, ter conhecimento em várias áreas para tratar do assunto com propriedade e, como o mundo virtual está em constante mudança, você deve estar sempre atualizado.

Uma ótima maneira de saber o que está acontecendo no mercado é participar dos eventos da área, onde se destaca o Social Media Brasil 2010, que será o principal evento do ano desse campo de atuação, uma opção que serve como fonte de discussão e conhecimento, sem falar no networking, já que o evento vai reunir os principais nomes da área.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Um adeus aos "micreiros"

Se você estava com vontade de fazer um curso de Photoshop ou se especializar na área de design, pare e pense duas vezes. O lançamento da Adobe praticamente quebra essa necessidade que o mercado exige.

Entre as novidades, das quase 250 ferramentas, podemos destacar a Content-Aware Fill, que “adivinha” o que estaria no fundo de um elemento cortado da foto e completa as imagens automaticamente, mas não pára por aí.


Outra que pode ser citada permite ao usuário alterar propriedades das camadas, como a opacidade, em várias instâncias ao mesmo tempo. Se para a maioria das pessoas isso pode ser considerado luxo, quem vive em frente ao programa – e utiliza centenas de camadas em uma única imagem – provavelmente enviará cartas de agradecimento aos programadores da Adobe.

Que o CS5 veio para revolucionar o mercado, ninguém tem dúvida, até porque praticidade e tecnologia nunca estiveram tão unidas. Mas será que esse “sonho” pode não se tornar um pesadelo? Será que qualquer um não poderá fazer o trabalho de um profissional? Agora, mais do que nunca, os futuros profissionais de criação terão que focar as campanhas mais em idéias. Afinal, esse é nosso produto.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Um Aprendiz com muita coisa para aprender


Ontem houve a estreia do novo Aprendiz Universitário e o programa tem dividido opiniões dos críticos de plantão. Há pessoas que elogiaram o novo comando e a dinâmica do programa e há aquelas que detonaram totalmente a atração da Record. Os pontos mais criticados foram dinâmica, edição, locução e até a abertura. Claro que algumas partes foram bem infelizes, como o momento “arquivo confidencial” dos participantes, até porque ninguém consegue emprego com vídeos de familiares, mas o programa não foi totalmente ruim como estão dizendo.

Em relação ao apresentador, mesmo com o público dizendo que ele humanizou o programa, o que pôde ser percebido é que foi criado um personagem, assim como acontecia com Justus. Nada contra, já que o programa, mesmo sendo um reality, tem que proporcionar entretenimento e precisa ter algumas táticas para conquistar audiência. E por falar nisso, a audiência foi a pior de todas as temporadas. Talvez seja pelo fato de que todos estavam acostumados com a apresentação de Roberto Justus e vão demorar um pouco para aceitar a mudança. Mas isso deve acontecer logo, devido à capacidade de João Dória Júnior.


Já que foi o primeiro programa e com um novo apresentador, é normal que passe pelo momento “ame ou odeie”, mas como está no princípio, esperamos que algumas coisas mudem, apesar de o programa já estar quase todo gravado. Se realmente continuar levantando críticas negativas e derrubando a audiência, não será de se admirar que, além dos participantes, pessoas da equipe também ouçam a famosa frase “Você está DEMITIDO”.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Velocidade, design arrojado e... Legislação?!



A propaganda automobilística não será mais a mesma. Esqueça ver somente os carrões e os cenários cinematográficos. Agora a pessoa deixará de sonhar com os belos automóveis e terá um choque de realidade. Tudo porque um alerta será colocado nas peças para pessoas que dirigem em alta velocidade, não usam capacete e nem o cinto de segurança buscando, assim, uma melhoria na consciência brasileira, seguindo o estilo das propagandas de cigarro e de bebida: “Fumar é prejudicial à saúde” e “Beba com moderação”.

Essa “mensagem educativa” foi sancionada em julho do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém houve um atraso por parte do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), responsável por regulamentar a aplicação da mesma, para entrar em vigor. Alfredo Peres da Silva, presidente do órgão, em entrevista à Folha de São Paulo, afirmou que, após a definição de frases e tamanhos será concluída neste mês a normatização e que a regra deverá ser obedecida imediatamente.


Baterias, pneus e amortecedores também não sairão ilesos dessa. A “mensagem educativa” terá que ser veiculada em rádio, televisão, revista, jornal e outdoor, em rodovias e qualquer tipo de produto. Uma pessoa ao ver uma propaganda de pneu irá se surpreender com essa “tarja” imposta. E para quem descumprir, lá vai a bomba: a pena será a suspensão de qualquer outra propaganda do produto por 60 dias e multas de R$ 1.064 a R$ 5.320 que poderão ser quintuplicadas. Amargo, não? Além de ficar feio para a imagem da empresa. Essa nova regra atinge diretamente a publicidade, por isso pode ser comparada à polêmica Lei do Photoshop e para muitos é mais uma imposição desnecessária.

São tantas leis surgindo que daqui a pouco vamos confundir um anúncio com a constituição brasileira. Gostaríamos de saber o que acha disso: até que ponto isso pode mudar a vida das pessoas e a publicidade?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Uma ideia chupinhada?


Nos últimos dias, a Ogilvy Brasil lançou uma ação que atraiu a atenção. Consiste em um vídeo filmado em dois bares paulistanos que fala da Lei Seca, lançada no Brasil há dois anos. Mudando um pouco o discurso das propagandas politicamente corretas lançada pelo governo para falar sobre a lei, a agência lançou essa ação que agradou muita gente.

No vídeo, pessoas estão se divertindo e bebendo normalmente no bar e quando vão embora, ou seja, no momento de pagar a conta são surpreendidos com o valor da despesa. O caixa inclui, além das bebidas, valores de possíveis decorrências da mistura do álcool com a direção. São incluídos valores de ambulância, equipe médica, raios-X, entre outros, o que chama a atenção dos clientes e ao mesmo tempo os conscientiza em relação à direção perigosa. Apesar de ter sido feito no Brasil, o vídeo já está devidamente traduzido para o inglês, ou seja, está pronto para participar dos festivais internacionais.


A ideia tem todos os méritos, mas lendo o site Brainstorm9, li um comentário que me chamou a atenção. Um aluno da Miami Ad School, uma das escolas de criação mais conceituadas do país, afirma e mostra que já teve a mesma ideia há mais de um ano, fala ainda que na época ela repercutiu bastante e foi muito elogiada. Olhando o site do aluno (veja aqui) pude perceber que a proposta é a mesma, a única mudança é o cliente. Não estou afirmando que a ideia é copiada, nem acusando ninguém de plágio. O próprio aluno não acusa ninguém de “roubo”, mas a coincidência é gritante. O comentário deixado no site nos faz pensar em algo que deve acontecer muito com jovens profissionais, leia um trecho escrito pelo aluno:

“Não tô usando isso para me promover nem nada, mas é que não se trata da minha primeira ideia usada coincidentemente por uma grande agência, e meio que fica chato ter uma peça dessas na pasta, que depois de veiculada por uma grande agência, vai depor contra mim. Fica feio para um desconhecido apresentar uma pasta com ideias já veiculadas por grandes agências. Pior ainda é se isso for parar em Cannes.”


Imagine se isso acontecesse com você, com um trabalho que enriqueceria o seu portfolio. Se de repente você leva em uma agência uma ideia que está ou foi em algum momento divulgada por uma grande empresa. Quem você acha que seria acusado de “chupinhar” a ideia de quem? A resposta está num antigo ditado popular: a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Flashs e mais flashs



Muitas pessoas sonham com a fama, os realitys shows estão aí para comprovar isso. Infelizmente, a maioria não consegue, mas nós, como futuros profissionais de comunicação, podemos criar ações que proporcionem isso às pessoas, mesmo que dure até menos que os famosos 15 minutos. Um ótimo exemplo é a ação de marketing de guerrilha feita pela Nikon na Coréia.

A empresa criou um outdoor cheio de imagens de paparazzi para o lançamento do modelo D700. Quando as pessoas passam, a peça dispara flashes de luz, fazendo com que se sintam como verdadeiras celebridades. Para dar um realismo a mais na ideia, foi colocado um tapete vermelho por onde elas passam na estação de metrô de Seul. O tapete leva diretamente para uma loja onde se vende a câmera.


Uma boa maneira de vender a marca, chamar a atenção do consumidor e ainda gerar comentários. Afinal, quem não gostaria de ter o seu momento celebridade?
Agora, observando a ação com um olhar mais crítico, lançamos a pergunta: será que essa ação funcionaria numa estação de metrô lotada como são as de São Paulo?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Um exemplo aos "eco chatos"



Reciclagem nunca esteve tão em alta na publicidade. O assunto foi inclusive abordado no Festival de Cannes do ano passado. Nós, como futuros profissionais de comunicação, devemos dar um enorme valor ao tema, pois podemos usar nosso poder de influência e conscientizar as pessoas sobre isso, que é uma preocupação universal. Mas temos que tomar cuidado para não nos tornarmos uns “eco chatos” e sim passar a mensagem de uma forma direta e criativa.

Um ótimo exemplo disso é o filme criado pela Bates United, da Noruega, para Green Dot Norway. De uma forma inovadora e engraçada, conseguiu falar de um assunto sério.

O contexto do vídeo é o seguinte: a namorada pergunta para ao namorado se há algo de errado e ele fala que se sente vazio, totalmente vazio...

terça-feira, 30 de março de 2010

Se vira, Pitanguy!



A publicidade, além de encantar e envolver tem como principal meta vender um produto, isso é óbvio. E para vender e conquistar, o consumidor usa de certos artifícios com o objetivo de que o produto seja bem visto e convença o consumidor a adquiri-lo.

É assim como nos contos: o encanto está prestes a ser quebrado, porque está sendo analisado um projeto de Lei, criado pelo deputado Wladimir Costa (PMDB-PA), que propõe que toda imagem publicitária manipulada com Photoshop traga um aviso de advertência.


Querem deixar claro que as lindas mulheres e os corpos esculturais simplesmente não existem, pelo menos não na maioria dos anúncios. Isso fará com que muitos “segredos” da propaganda sejam revelados já que, segundo a proposta, o anúncio virá com a mensagem: “Atenção: imagem retocada para alterar a aparência física da pessoa retratada”.

Essa Lei polêmica tem dividido as opiniões principalmente dos publicitários e a dos consumidores. Muitos consumidores têm apoiado o projeto, pois dizem que a publicidade tem uma forte influência sobre as adolescentes que, na busca do corpo ideal, sofrem de problemas como bulimia e anorexia. Alguns profissionais afirmam que isso é um absurdo e estão protestando contra a tal lei.


O projeto pode ser visto e analisado de vários aspectos. Um deles é que poderá influenciar no processo criativo de uma forma positiva. Isso fará com que, ao vender certos produtos, os publicitários deixem de usar clichês como, por exemplo, cabelos impecáveis para vender shampoo e criem algo inovador para divulgar.

Em contraponto, a lei quebrará todo o encanto da propaganda, pois revelará coisas que antes ficavam restritas a produtores e fotógrafos. E como o nosso objetivo é vender e ao mesmo tempo entreter as pessoas, criar com tantas regras e restrições será um desafio e tanto.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Não importa o que seja, seja criativo.



Quando estamos na faculdade, aprendemos que a agência é dividida em departamentos onde cada um faz a sua parte. Mas como as áreas estão cada vez mais unificadas, na prática as coisas estão mudando. Hoje, para quem quer entrar em uma agência, é importante que além de dominar a sua área você tenha noção das outras. E que seja criativo mesmo não sendo da criação.

Se você, por exemplo, é mídia, dê sugestões de novos formatos; se é atendimento, inove para conquistar os clientes; e assim por diante. O que importa é que você veja além do que os seus olhos enxergam: saia da mesmice, crie, surpreenda e destaque-se. O mercado está muito concorrido para você ficar dentro de um cubo, seguindo paradigmas.

E por que estamos falando isso? Como vocês já sabem, segunda-feira (22) aconteceu o processo seletivo da agência. E entre as questões existia uma específica sobre criatividade, não sobre criação. Onde havia uma imagem (abaixo) que deveria ser interpretada de forma criativa.


Por incrível que pareça, a interpretação mais criativa não foi de ninguém que optou pela área de criação e sim pela estudante Lucília Sion, que concorreu e conseguiu uma das vaga de planejamento. Ela escreveu o seguinte sobre a cena:

“Um ensaio de quadrilha de festa junina diferenciada. Estão fazendo um túnel sem seus respectivos pares, no caso, as mulheres estão do outro lado do muro”.

Isso ilustra bem uma exigência cada vez mais forte na nossa profissão: Não importa o que seja, seja criativo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Quero ser atendimento, e agora?



Ao cursar publicidade, o aluno descobre que a área propõe um leque de opções de atuação. Geralmente, a mais escolhida é a área de criação, e esse também é o segmento mais fácil de se mostrar o talento, se houver. Basta fazer um portfolio contendo peças criativas e diferenciadas. Mas nas outras áreas, como o futuro profissional irá mostrar o seu potencial?

Essa semana, falamos aqui no blog sobre o briefing e o papel do atendimento, e para focar mais nessa área decidimos dar dicas de como o estudante que quer ser atendimento deve se apresentar ao mercado. Os tópicos, retirados do livro The New Account Manager , do professor Don Dickinson, da Universidade de Portland, foram divulgados no blog “atendimento publicitário”.

Como Montar um Book de Atendimento
O portfolio de um Atendimento recém-formado deve conter:

- Exemplos de trabalhos realizados ou campanhas em que você trabalhou durante seu estágio. Inclua uma breve explicação por escrito sobre que papel você desempenhou.

- Projetos de publicidade em que você trabalhou durante a faculdade ou como voluntário de algum serviço comunitário.

- Um documento escrito por você, preferencialmente uma proposta ou um relatório.

- Cartas de recomendação que especifiquem suas habilidades em publicidade ou marketing.

- Exemplos de anúncios até no máximo de três campanhas recentes que você realmente gostou. Escreva um parágrafo explicando por que você gosta das campanhas. Faça observações acuradas. Pense na estratégia subliminar, nos insights-chave e na integração.

- Artigos sobre você ou projetos de publicidade nos quais trabalhou.

- Até uns três artigos de veículos do trade que você ache especialmente interessantes. Assinale as frases-chave. Se os artigos falarem de assuntos que dizem respeito ao Atendimento, e seu entrevistador ainda não os tiver lido, talvez ele te peça uma cópia. Não é bacana isso?

- Seu histórico escolar.

- Algo para colocar tudo isso dentro. Uma loja bacana que venda pastas terá certamente portfolios. Invista num bom material que te ajude a apresentar o conteúdo que você preparou.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Briefing - o início



Com certeza você já ouviu falar que tudo que começa mal termina mal, e na publicidade isso é 100% comprovado sim, porque se um briefing for mal elaborado, isso prejudicará todo o processo, já que ele define a razão, o objetivo e o rumo da comunicação.

Muitos clientes na ânsia de verem o trabalho pronto acabam desvalorizando essa etapa inicial. O ruim é quando a desconsideração parte da própria empresa de comunicação, pois, no mundo atual onde tudo é para anteontem, o briefing tem sido trocado por simples reuniões entre o cliente e a equipe de criação, e com isso acaba por não existir uma real pesquisa e análise sobre as necessidades da marca, resultando em campanhas desastrosas.


Portanto, se você pretende ser atendimento, acostume-se com a ideia de que briefing, quando bem feito, economiza tempo, pois reduz a quantidade de refações evitando assim desgastes entre as pessoas envolvidas. E deixe isso bem claro tanto para o cliente, como para a agência.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O estágio de tróia



Você começa a faculdade, passa o primeiro ano digerindo inúmeras informações e, na maioria das vezes, não consegue absorver tudo que é passado nesse início como futuro publicitário, o que é naturalmente compreensível. Afinal, você escolheu uma profissão que possui inúmeras áreas de atuação.

Então vem o segundo ano e as escolhas ficam mais claras. Alguns estudantes já conseguem definir que área seguir e, com isso, vem a busca pelo primeiro estágio. O objetivo é basicamente o mesmo: vivenciar na prática, no dia a dia, o que é aplicado na teoria.

Você acabou de montar seu primeiro portfólio e nem acredita quando lê: "Agência Odisseu procura estagiário para direção de arte. Enviar currículo e portfólio para ehumacilada@agenciaodisseu.com.br". É a vaga dos sonhos para quem está começando! Você rapidamente abre o browser e digita "www.agenciaodisseu.com.br" para conhecer um pouco da agência e... Opa! "Página não encontrada"? Bom, você manda o e-mail. Horas depois chega a resposta agendando a entrevista. Você conhece a agência e conversa com um dos donos. A vaga aparentemente parece uma boa. Agora, é só aguardar.

Sim, você foi escolhido! É seu primeiro dia na agência e você está ansioso pra conhecer o diretor de arte com quem vai trabalhar e... Opa! "Não tem diretor de arte? Como assim EU vou ser o diretor de arte?!".

Esse tipo de situação, infelizmente, acontece muito com quem está começando no mercado. São as famosas "eugências" que desconsideram o pilar principal da nossa profissão: a ética. Dando a um estudante as responsabilidades de um profissional. Obviamente, a remuneração será a de estagiário e, na maioria das vezes, sem registro. Mesmo existindo a "Lei do Estágio", nº 11.788/08, vigorada em 2008.

Depois das agências universitárias, as agências regionais são geralmente a primeira porta para o mercado. Claro, alguns já conseguem logo de cara um estágio na "Mecca da publicidade brasileira": São Paulo. Mas não se iluda: existem muitas "eugências" por lá, também. Então, antes de entrar em um estágio, conheça onde você está pisando. Conheça as agências sérias, peça orientação para os professores e vá à luta!

Dica:
Leia o "Manual do Estagiário" e "As mortas da Perestroika" antes de correr atrás de um estágio.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Onde está a sujeira?



A exemplo da legislação que está em vigor em São Paulo desde 2007, Santos também irá aderir à Lei Cidade Limpa. Para quem não sabe, essa lei proíbe todo tipo de publicidade externa. Mas, felizmente, em Santos ela será um pouco menos rigorosa.

O projeto da prefeitura proíbe a instalação de folhetos grudados em postes, estruturas metálicas, painéis que obstruem janelas e portas, empenas, outdoors em frente a residências, entrega de folhetos em locais longe das empresas divulgadoras, pintura de muro e propaganda em bancas de jornais (exceto de produtos comercializados no local). A lei também fiscalizará a instalação de anúncios indicativos e provisórios.


A diferença em relação à lei da cidade de São Paulo é que em Santos ainda serão permitidos os anúncios em ônibus e táxis, talvez porque 50% desses anúncios são institucionais da prefeitura, curioso não é?

E em relação aos outdoors, eles só serão permitidos nas avenidas Mário Covas, no porto, e Martins Fontes, na entrada da cidade.

Apesar de ser mais amena do que na capital, a lei atingirá diretamente a classe publicitária da região, que possui clientes que usam esses tipos de mídia em grande escala como meio de promoção. São compreensíveis os benefícios que a cidade terá com o projeto, mas se adequar a essa lei será uma tarefa nada fácil.

Para você, futuro profissional, a lei trará mais benefícios ou problemas, qual a sua opinião sobre o assunto?

sexta-feira, 5 de março de 2010

Agência x Permuta




Esses dias aqui na AUPP nós estávamos assistindo algumas propagandas regionais e nos surpreendemos com algumas peças. Enquanto a maioria apresenta preocupação com a qualidade de produção e criação, há outras que parecem não atentar para certos princípios da comunicação.

O grande problema é a existência de empresas que dispensam os serviços de uma agência de propaganda, fazem parcerias com programas regionais e se promovem muitas vezes através de permutas com vídeos que não vendem a marca de uma forma positiva. Veja bem, o ruim da história não é se promover em programas locais e nem fazer permuta com os mesmos, mas sim a aparente despreocupação de algumas marcas no momento de vender os seus produtos.

Comunicação não pode deixar de ser um investimento e se tornar um gasto. E, com isso fica a pergunta: será que vale a pena abrir mão de uma equipe especializada, economizar recursos e consequentemente não expor seu produto de uma forma que o valorize?

Gostaríamos de saber o seu ponto de vista sobre o assunto, então se você acha que alguma propaganda se enquadra no que foi escrito acima, cite a peça e comente. Se preferir, não é necessário se identificar.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Quem precisa de tarja preta?

Há algum tempo que não se tinha uma propaganda polêmica na televisão brasileira, acho até que os “caretas” de plantão já estavam com saudades. A última que gerou certa indignação a um grupo de pessoas foi a das Havaianas Fit. Agora a mira se voltou contra a propaganda da cerveja Devassa que trazia a socialite americana Paris Hilton como garota propaganda. A campanha deu certo, gerou polêmica e o vídeo é bastante acessado no YouTube mas, como era de se esperar, o Conar sugeriu que a campanha fosse tirada do ar.

Os motivos para a censura foram os mais variados, mas o que chamou mais atenção foi que muita gente disse que o comercial tinha um forte apelo sexual e se sentiram “ofendidos” com o vídeo. Observe bem, se uma mulher com um vestido fazendo caras e bocas com uma lata de cerveja na mão for conteúdo inapropriado, o que dizer então de um desfile de escola de samba que mostra em horário nobre um monte de mulheres nuas? Isso as pessoas falam que é cultura. Sim, porque no período de carnaval, que foi quando a propaganda foi ao ar, o comercial com a Paris Hilton foi um dos poucos momentos em que se via uma mulher vestida na televisão.



Enfim, o Brasil tem dessas controvérsias e as pessoas sempre querem achar defeito em tudo. Como o comercial foi tirado do ar, a agência Mood, criadora do vídeo, colocou outro no lugar que acaba sendo uma crítica aos conservadores brasileiros. No novo filme,que você pode visualizar clicando aqui, os seios da mulher que aparece no rótulo da garrafa da cerveja estão sendo cobertos por uma tarja preta. Bem apropriado para o país do carnaval, não acham?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Cadê uma estaca nessas horas?



Nessa última sexta–feira (21) teve estréia mundial do filme Lua Nova, e com ele, diversas fãs histéricas e cegamente apaixonadas pelo amor entre Edward Cullen e Bella Swan.



É impossível não fazer as seguintes perguntas quando você analisa essa história: O que há de interessante e diferente num romance entre um vampiro e uma humana? Bom, você até pode responder, nada, mas na verdade há uma fórmula infalível. O fato de existir a garota tímida e “desprotegida” e o garoto mais “popular” da escola caindo de amores por ela é com certeza, a fantasia que a maioria das adolescentes tem em seus sonhos.



Com isso Lua Nova torna-se um dos filmes mais esperados do ano e para as fãs da década! E com todos esses holofotes apontados para ele, é praticamente impossível não estimular a curiosidade para que todos procurem saber mais sobre a saga. Independente de o filme ser bom ou não, Lua Nova já faturou US$140 milhões e a 3° maior abertura de todos os tempos e essa estatística só tende a crescer, já que tudo que possui o rótulo “vampiresco” ganha projeção e fama na mídia neste momento.



Toda campanha em torno do filme, faz com que aumente a mídia em torno dele ao ponto de que quase todas as revistas teens terem como matéria principal, notícias sobre o filme e os atores, por exemplo. Agora tudo que está ligado à onda dos vampiros, é alvo direto da mídia, mas até quando ela continuará agindo assim? Será que essa estratégia ainda é a melhor forma de vender e manipular os consumidores?

Para o seu entretenimento?



Esta semana será lançado nos Estados Unidos o aguardado CD de Adam Lambert, vice-campeão do último American Idol. O cantor em questão ganhou ainda mais atenção nesses últimos dias por conta de sua apresentação escandalizante na premiação do American Music Awards, exibido no último domingo.

Julgamentos morais à parte, é óbvio que escandalizar vem sendo parte de sua estratégia para manter-se na boca do povo e na mídia desde que o programa terminou. A provocativa capa da Rolling Stone, em que oficialmente saía do armário (apesar de fotos suas revelando sua sexualidade já circularem pela Internet há tempos) teve uma grande repercussão e fez a revista bater recordes de vendas nos Estados Unidos.



Outra capa que chamou bastante atenção assim que divulgada foi a de seu próprio CD. Como não podia deixar de ser, lá estava Lambert mais uma vez causando polêmica na mídia. Segundo o próprio, o estilo é uma homenagem ao passado do Rock n’ Roll, e por isso a androginia da imagem.



Mas nada gerou tanta polêmica quanto a performance de seu novo single no 37º American Music Awards. For Your Entertainment, música que leva o mesmo nome de seu álbum de estreia, foi interpretada de forma provocativa e escandalosa, e por conta disso todo mundo está opinando, seja para defender sua liberdade artística ou para criticá-lo pela vulgaridade.



Adam não é o primeiro artista a escandalizar para chamar atenção. Lady Gaga é o exemplo mais recente que choca com suas excentricidades a cada apresentação, e nem precisamos forçar muito a memória para lembrarmos de tantos outros. Segundo o próprio Adam, seu objetivo foi promover a liberdade de expressão, mas é fato que estar sendo comentado em grandes sites, revistas e jornais na semana de lançamento de seu álbum ajudará a impulsionar as vendas.

Muitos discordam das estratégias que Adam está usando para manter-se em alta, mas o fato é que está dando certo. Ele perdeu a final do American Idol, mas reverteu a situação a seu favor, conseguindo manter-se muito mais em destaque do que o próprio vencedor. Além de ter estampado capas e participado de matérias de diversas revistas, Adam canta a principal música do filme 2012 (Time For Miracles, que é possível ser ouvida nos créditos finais) e seu CD já alcançou ótimas vendas antes mesmo de ser lançado.

Por fim, fica o questionamento sobre a polêmica usada como forma de publicidade para alavancar vendas ou manter certos artistas na mídia. Até que ponto é válido usar desse recurso? A arte deveria vender-se por suas próprias qualidades ou tudo isso que a envolve faz parte do show business?