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sábado, 4 de setembro de 2010

AlmapBBDO: Havaianas



Para finalizar o nosso Especial de Aniversário, preparamos um post dedicado a Havaianas. Com a ajuda da Diretora de Atendimento da Almap, Cristina Chacon, vocês poderão ter um conteúdo bem bacana sobre o case Havaianas.

Em 1988, a Havaianas apresentou sinais de desgaste. Então, foi pensado em como um produto barato atrairia os consumidores. Em 1994, foi feito um reposicionamento da marca e para solucionar isso, resolveram criar um produto funcional, prático e racional. A praticidade era colocada acima da estética, da moda e do comportamento. Era destinado a usos mais tradicionais e ao cotidiano operacional com o propósito de ser popular e de fácil acesso, por ser bom e barato. Tinham o seguinte pensamento: desgaste (objetivo de troca), desapego (objetivo de empréstimo), encomenda (qualquer pessoa podia mandar outra comprar), um modelo apenas (não precisa experimentar). Levavam em consideração o que as pessoas diziam: “A gente perdia na praia, voltava e estava lá”. A propaganda era focada nesses aspectos e distribuída em canais de preços baixos, pois o público-alvo eram os consumidores de baixa renda. As Legítimas eram vendidas em supermercados e a exposição era descuidada, além de serem rejeitados pelos canais sofisticados (as sapatarias).


Logo após todo esse processo, a Havaianas tinha outra estratégia: ser posta em contexto emocional, usar a aceitação da classe A para acrescentar valor à marca, inserir a sandália no mundo da moda e atrair a classe média sem desvalorizar a classe C e D. Então, foi criada a Havaianas Top com 4 cores, PDV com embalagens/displays e preços acessíveis. E outra grande sacada da época é que, para divulgar, usaram celebridades nas propagandas usando as próprias Havaianas.



Em 1998, a família cresce. São feitas as Havaianas da Copa, Havaianas Surf, Havaianas High, Havaianas Slim, Havaianas Fashion e Havaianas Style. As sandálias têm uma inovação contínua com cores e estampas seguindo a moda com coleções anuais, sem contar nos novos produtos para aumentar a conexão emocional com a marca. Foram feitas novas parcerias, projetos especiais e marketing relacionado a causas. O formato foi pouco alterado, a mídia eletrônica continuou valorizando o produto por meio de quem o usa, utilizando o humor e as próprias celebridades. A mídia impressa explora plasticamente o produto, valoriza o design e comunica inovações e lançamentos da marca. Vale ressaltar que a mídia impressa foi premiada por festivais nacionais e internacionais da Publicidade. Enfim, no meio de tudo isso já passaram mais de 80 celebridades e mais de 250 anúncios.

Esses fatores levaram as sandálias a um maior reconhecimento. Houve uma parceria com a SPFW e claro, lá estavam as Havaianas nas passarelas tomando espaço com um projeto especial para os convidados. Tiveram participações em festas com entrega de produtos, espaço com cenografia Havaianas e a ação de verão em Itaparica - BA que também foi muito comentada.

Depois do ano 2000, houve um crescimento acelerado no exterior, países como: Austrália, Filipinas, EUA, Itália, Franca e Argentina também passaram a utilizar as sandálias. Aqui no Brasil, tornou-se um acessório de moda. Hoje, todas as pessoas têm (de todas as classes), colecionam modelos e vão até as lojas para comprar, o que não acontecia antigamente. Depois disso, a Havaianas virou um ícone nacional, uma marca global. E é por essas e outras que, atualmente, mais de 180 milhões de pares são vendidos por ano. Eles levam em consideração que: “Não pode faltar... Sempre ouvir o consumidor, inovação constante, nunca subestimar a concorrência, comunicação, comunicação, comunicação e paixão”.

Havaianas Top Explosão - Europa


Curiosidades.

Por que o nome “Havaianas”?
Na época em que deram o nome às sandálias, o Havaí era o lugar onde todos queriam ir, era o sonho de consumo de muitos. Um local onde pode se desfrutar o sol, surf, praia e alto-astral. Por esses e outros motivos que o Havaí tinha tudo a ver com as Havaianas.

Projeto IPÊ.
Desde 1994, a Havaianas vem mostrando através de suas sandálias a diversidade que existe em nosso país. Nas cores, elas expressam a alegria que habita na nação e o colorido das florestas brasileiras.

Pensando em tudo isso, em 2004, a Havaianas junto com uma das maiores ONGs socioambientais do Brasil, criaram o Projeto IPÊ. Mostram animais da nossa floresta, muitos que estão em extinção. A criatividade não é pouca para o pessoal da AlmapBBDO, as imagens nas sandálias são lindíssimas. Com tanto talento, até hoje, o projeto já arrecadou 2,3 milhões, isso porque 7% do valor é revertido para o instituto. O projeto IPÊ não para por aqui, no site das Havaianas estão sendo leiloados três pares de sandálias e bichinhos em madeira reflorestada. O site, por enquanto, se encontra no valor de R$800,00 e todo o valor do leilão irá para o projeto.


Parabenizamos a AlmapBBDO por esse case de grande sucesso que só vem crescendo a cada dia que passa. Foi uma honra mostrar a vocês sobre essa grande agência.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

AlmapBBDO: Entrevista com Guilherme Frioli

Ontem tivemos a entrevista com Vanessa Marques, Arquiteta de Informações, e hoje temos a honra de mostrar um pouco mais sobre a pessoa e o trabalho do Guilherme Frioli, Coordenador de Mídia. Para entendermos sobre esse mundo de mídia, ele passou um slide falando como um profissional dessa área deve fazer para se tornar um diferencial. Foi um bate-papo bem descontraído.


 1 - Fale sobre o profissional Guilherme Frioli.
Venho de uma família de publicitários, meu pai foi mídia, meu irmão trabalhou com veículo. Cresci nesse meio de negociações. Quando cheguei nos meus 18 anos, me perguntava: “Será que esse negócio de mídia é legal?” Porque o pessoal tem medo, números, planilhas. Quando entrei na faculdade, comecei a acompanhar esse mercado de perto, me aprofundar em livros. Um dia, eu li um texto que me marcou muito: “O carnaval do Gera”, um texto de Paulo Camossa que falava sobre mídia, como ele foi parar lá. Esse texto, inspirado no Geraldo Leite, conta como ele entrou no grupo BBDO. Então me inspirei e mandei um e-mail para a Almap. Hoje, sou coordenador de mídia, e aqui na Almap, tenho uma função muito importante. Tenho a função de colocar uma campanha no ar. E é muito importante ter o controle do que está acontecendo. Tenho grandes clientes como o Gatorade, Bauducco, Audi, O Boticário, Gol Linhas Aéreas e Johnson&Johnson.

2 - Tem alguma pessoa que fica responsável pela área de mídia on-line?
Antigamente, havia em todos os departamentos uma área especifica de internet, onde tinham pessoas que cuidavam somente disso. Quando tinha uma reunião de mídia, essas pessoas participavam e, por serem experientes, percebiam rapidamente qual era a necessidade do cliente, como planejar de forma relevante, criativa e diferenciada, sabendo onde veicular determinado anúncio em tal portal ou blog.
Hoje as coisas mudaram e temos que nos adaptar a esse universo on-line. Foi aberta uma estrutura na área de mídia e atualmente temos uma pessoa que cuida de toda a parte on-line, passando seu conhecimento para o resto do pessoal. Isso faz com que todos agreguem valor ao que já sabem e também manejem bem o planejamento dentro do mundo on-line.

3 - Qual a importância das redes sociais?
As redes sociais são de incrível importância, além de serem um meio de disseminação de informação rápida, elas possuem formadores de opinião. Porém, temos que ter muito cuidado, porque falar com as pessoas na internet é diferente de falar pessoalmente. Uma palavra ou frase mal colocada pode gerar uma imagem nada boa para aquela mensagem que está sendo comunicada.

4 - Deixe uma dica para quem está começando agora.
Eu sou suspeito para falar. Não chega a ser uma dica, mas serve tanto para a vida profissional como pessoal: fazer o que você gosta com amor e dedicação. Se você fizer da sua obrigação um prazer e com empenho, mais rápido o sucesso chega. Dê tudo de si, se entregue e tenha certeza de que está preparado para fazer o que te pedirem. E pra quem é estagiário, busque conhecer coisas novas e relevantes, não tenha medo de falar. Em uma entrevista, seja irreverente. Pra quem é de mídia e souber lidar com planejamento off-line e on-line, é um profissional completo.

5 - Indique um livro.
Um livro que eu gosto muito é: Tudo o que você não queria saber sobre propaganda - Newton Cesar.


Foi muito bom conversar e aprender com o Guilherme. Esperamos que vocês tenham gostado. Amanhã mais um pouco de AlmapBBDO.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

AlmapBBDO: Entrevista com Vanessa Marques



O aniversário foi ontem, mas a comemoração continua. Hoje, teremos a Arquiteta de Informações da AlmapBBDO, Vanessa Marques. Ela conversou com a gente e explicou como funciona a parte on-line da agência.

1 - Fale sobre a profissional Vanessa Marques.
Trabalho aqui há 2 anos como arquiteta de informações e social media, mas há 10 anos que trabalho com internet . Sou formada em desenho industrial com habilitação em programação visual, mas há muito tempo que não trabalho com design em si. Meu foco é mais em planejamento e estrutura. Aqui na Almap, tem 35 pessoas que trabalham na parte on-line, mas nós não temos alguém específico para cuidar dessa área aqui na agência. Nós partimos do princípio que todos devem entender de mídias sociais.

2 - Desde o começo da sua carreira, pensava trabalhar com as redes sociais?
Não. Na faculdade ainda não tinha essa área. Me formei em 2002, a banda-larga mal existia no Brasil, tava chegando muito devagarinho e demorou pra se estabilizar. Quando eu saí da faculdade meu foco era design, trabalhei 3 anos com isso. Mas eu gostava mais de internet, sempre fazia projetos paralelos relacionados à Web, principalmente estruturalmente. Não pensei que ia trabalhar com mídias sociais ou arquitetura de informações, porque essas profissões nem existiam quando estava na faculdade, mas foi um caminho natural e acabei chegando aqui.

3 - Como você avalia o uso das mídias sociais a favor da publicidade?
Temos que fazer um estudo de caso verdadeiro e não superficial, quando queremos entrar em alguma rede. Costumamos trabalhar por causa dos nossos clientes, pelo perfil deles, geralmente com o Facebook porque é aonde está o nosso público, nós trabalhamos mais com a classe A e B. Não é sempre, isso não é regra. Mas, de toda forma, nós temos que ter muito cuidado pelo seguinte: tudo que ‘viralizar’ na internet, o que realmente é sucesso são coisas espontâneas, que não nasceram para fazer sucesso. São coisas que não são relacionadas à marca, são coisas que fizeram sucesso porque eram boas naturalmente. É um processo muito complicado de estudar o caso, ver quais são as possibilidades para entrar em uma rede social, pois você tem uma marca atrelada a uma ferramenta. As pessoas, os usuários da internet já ficam com um pé atrás quando veem que tem uma marca por trás. Então, por mais bacana que seja aquela ação, ele vai ficar desconfiado. Nós ainda estamos analisando pra ver o que dá e o que não dá para fazer, mas já temos projetos. Fizemos uma ação para Escola Panamericana de Artes no Facebook e no Twitter, deu certo dentro das limitações dessa ação, pelo fato de ser pequena. Até porque existe um público específico, os jovens que querem estudar artes e publicidade. Ou seja, um nicho pequeno. Agora nós temos algumas ações maiores, mas elas ainda são sigilosas. Daqui a um tempinho entraremos com grandes marcas nas redes sociais, com alguns projetos relacionados com serviços, porque chegamos na seguinte conclusão: não basta você ter sua presença em uma rede social se não tiver uma finalidade, uma função. É literalmente criar um serviço. Hoje, quando tratamos de um target adulto, quase tudo tem que ter alguma presença nas redes sociais. Mesmo que seja só mídia, não precisa ser exatamente um aplicativo, uma ação, nada disso, mas a gente tá lá presente de algum jeito. Isso aumentou do começo do ano pra cá, porque não podemos abrir mão dessa presença. Mas desde muito tempo atrás fazemos ações nas redes sociais.

4 - O que é preciso para trabalhar como social media/internet na Almap?
Como eu disse, aqui não tem pessoas específicas para trabalhar nessa área. Então quem trabalha aqui na agência, tanto na parte de internet quanto off, independe do trabalho que você faça, deve entender da mídia em que vai publicar seu trabalho. Por isso, não temos especialistas em mídias sociais aqui dentro. As pessoas que trabalham com mídias on-lines, devem vir com esse background de fora, entender das mídias sociais de um jeito pleno. Não vai trabalhar só com isso, vai trabalhar como um todo. Tudo que acontece na internet a pessoa precisa saber. Não sei responder exatamente, mas a pessoa que quer trabalhar com internet de uma maneira geral, deve ser bem antenada com a cultura em geral, entender o que se passa no mundo, filmes, seriados, músicas, games, pois tudo isso nós usamos como referência para o nosso trabalho, são esses detalhes que geram conteúdo. O especialista em mídias sociais tem que entender de absolutamente tudo, tem que ser uma pessoa antenada com essa questão de overdose de informação que é a internet. Acho que um analista de mídias sociais tem que ter essa capacidade de processar essa avalanche de informações sem enlouquecer, porque tem muita gente que acaba ficando maluca com a internet. Alguém que consegue agregar as melhores partes do que está acontecendo e transformar em um conteúdo bacana.

5 - Como funciona esse processo de ‘conscientização’ do cliente em relação às mídias sociais?
É um passinho de cada vez. Você tem que criar uma cultura nova pra esse cliente que tá lidando com internet agora. Nós temos clientes que têm site institucional, mas que não têm uma presença na área de internet. Isso é tudo uma doutrina que você vai fazendo com aquele cliente. Eles ainda têm uma dificuldade de perceber e entender que demoramos 2 dias pra ficar pronto um anúncio impresso e 2 meses pra produzir um site. Tudo que envolve tecnologia e programação é mais complexo. Essa diferença de tempo o cliente ainda não pegou, porque a internet ainda é muito nova, só tem 15 anos no Brasil. Com relação às mídias sociais, eles às vezes não têm a consciência (o que é muito normal) que você cria um canal muito direto com o seu cliente, com o seu usuário, porque ele passa ter uma porta aberta direta pra entrar em contato com você, diferente de um e-mail de SAC, por exemplo. Pois quando se está em uma rede social, todo mundo vê aquele conteúdo que você está gerando: seus amigos com uma rede de 500 pessoas ficam sabendo, os amigos dos amigos. Então, essa relação que vai ampliando, que todo mundo vai assistindo é uma coisa nova para as empresas. Alguns têm medo sim, outros têm pé atrás: como que a nossa marca vai aparecer na internet? O que pode acontecer? Mas outros já estão com a mentalidade de “vamos encarar isso pra ver no que vai dar”. Nós temos todos os tipos de clientes aqui e isso depende muito da experiência profissional que cada um tem com a internet. Mas acredito que aos poucos, não vai ter mais essa resistência, porque obrigatoriamente as marcas vão estar dentro das redes sociais e prestando bons serviços para o usuário. Creio que dentro de 3 a 4 anos isso não vai mais existir.


6 - Como você vê o estágio na formação profissional?
Acho super importante, essencial, mas não precisa ser em uma grande agência. Aqui o que eu vejo é o seguinte (na minha área), a Almap não contrata só pessoas que já trabalharam em grandes agências. Você não precisa ter essa experiência, acho que o importante é fazer um estágio e aproveitar ao máximo mesmo. Porque muitas vezes a gente vê o que acontece, quando um estagiário é contratado e acaba fazendo coisas que ninguém quer fazer, que não transformam você em um profissional. Acho que independente de você estar fazendo um estágio, o importante é que você esteja vivenciando aquilo. Se você quer trabalhar com internet, é legal conviver com pessoas que realmente estão fazendo aquele trabalho que tá surtindo efeito. É importante fazer um estágio que te abra essa porta e deixa você vivenciar o que é aquela rotina de trabalho.

7 - Qual a dica que você deixa para quem está começando na profissão?
Esteja ciente que você tem que processar essa avalanche, esse volume imenso de informações que existem por aí, você precisa ter a capacidade de sintetizar isso e trazer para o seu trabalho. Acho que pessoas dispersas têm mais dificuldade de lidar com as redes sociais e internet, porque se você não tem foco realmente é muito fácil se perder nesse mar de informações. Dou uma dica básica: aprenda a escrever. Você não precisa ser um redator, mas escrevemos demais e também geramos conteúdo, então é fundamental ler bastante, vasculhar esse conteúdo de web para entender a linguagem, porque isso é diferente de linguagem publicitária e diferente de linguagem literária, é específica. E também ter um bom conhecimento de tecnologia em geral. Entenda de produção/web, desenvolvimento, as limitações de um aplicativo, limitações de uma rede social, que tipo de ação pode fazer no Twitter, que tipo de ação o Facebook suporta... É interessante conhecer a fundo como funciona a tecnologia desses sistemas que a gente usa. Se não você fica muito limitado, patinando no que vai fazer.

8 - Indique um livro.
Tenho um que uso muito e é bem específico, o Facebook Cookbook – Jay Goldman. Ele ensina muito mais do que como fazer um aplicativo, é a filosofia de uma rede social. Então ele fala qual é o tipo de conteúdo e linguagem que se deve usar pra atingir as pessoas. Esse livro trata dessa antropologia do usuário.

9 - Indique um site.
O Facebook em si é um site muito interessante, porque agrega o mundo. Se você souber usar as ferramentas da forma certa, procurar as coisas certas... Ele tem absolutamente tudo. Tem uns sites de produtos que eu acho incrível, por exemplo o Nike Running. Levou todos os prêmios de Cannes de 2006 e é um site que continua recebendo mais de 100 mil acessos por dia. É um fenômeno um site de 4 anos continuar com tantos acessos.

10 - Indique uma campanha nacional.
Vou indicar uma campanha nossa, o Greenpeace Weather que ganhou Prata em Cannes em 2008. Foi um dos maiores cases que a gente já fez. Ganhou todos os prêmios importantes de publicidade no mundo. É um game baseado em sustentabilidade, fala sobre o aquecimento global de uma forma mais delicada.


Agradecemos a Vanessa Marques pela oportunidade dada e pela conversa bem agradável que tivemos. Amanhã a entrevista com Guilherme Frioli, Coordenador de Mídia da AlmapBBDO.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

AlmapBBDO: Entrevista com Cristina Chacon



Estamos muito felizes em comemorar o Aniversário do blog mostrando a vocês como foi a entrevista com a Cristina Chacon, Atendimento da AlmapBBDO. A sua estagiária, Bruna, também estava presente.


1. Fale um pouco sobre sua trajetória.
Cristina - Eu não pensava em ser publicitária, porque fazia faculdade de Administração e logo comecei a estagiar na Bombril. Foi muito bom o tempo que estive lá, aprendi muito durante 10 anos e acabei saindo como gerente de produto. Ofereceram-me trabalhar com publicidade e fui sem muita preparação, mas logo abracei a ideia. Tanto gostei que estou há 12 anos na AlmapBBDO e desde o começo com a Havaianas.

2. Como funciona essa ligação entre a agência e o cliente?
Cristina - Nós procuramos inovar e surpreender o cliente, fazer com que as ideias aconteçam, não deixamos ficar só no papel. Analisamos os bastidores da marca e o projeto para que o resultado seja viável e agrade o cliente.

3. Como é o relacionamento do atendimento e criação?
Cristina - Nós viabilizamos essa parceria com a criação e, principalmente, nos unimos com o planejamento para discutir as ideias juntos. Adoro palpitar sobre um job na criação. Aqui não tem problema com essa relação de atendimento e criação.

4. Como é o relacionamento do atendimento e mídia?
Cristina - Não adianta nascer e viver na criação, deve colocar todos juntos. Trabalhamos muito em equipe. É só saber a hora certa e conduzir. É como havia dito na criação, discutimos juntos. Não é porque é mídia que não pode ter uma boa ideia, pelo contrário, é muito importante que todos estejam a par do que está acontecendo.

5. Sabemos que a relação com o cliente é importante. Fale um pouco mais sobre isso.
Cristina - Temos que entender tudo que o cliente nos pede e, também, saber conduzir ele para a melhor forma de vender a sua marca. Claro que sempre há um planejamento por trás disso, para que assim a conversa com o cliente seja bem mais proveitosa e produtiva.

6. Como a Bruna conquistou essa vaga?
Cristina - Sabia que tinha encontrado a estagiária certa quando conversei com ela. Gostei do jeito dela, a tranquilidade e do fato dela já ter experiência de outra agência, saber como funciona. Mas acho que, principalmente, a afinidade foi um ponto em comum e contou para que pudesse conquistar essa vaga.

7. Bruna, conte-nos um pouco sobre a sua trajetória até aqui.
Bruna - Fiquei 3 meses na agência Euro e lá só atendia indústria farmacêutica. Tem coisas que só tenho a oportunidade de aprender aqui, porque indústria farmacêutica não trabalha com mídia, você só pode falar com o público final. Então aqui, na AlmapBBDO, eu estou aprendendo tudo, é muito legal. Sempre quis ser atendimento, agora então... Tem que ter muita paciência, saber explicar. A gente lida muito com a produção e eles estão na loucura, não fazem somente a Havaianas. Eles têm um monte de coisas, e se você souber chegar neles e explicar com paciência, eles te tratam super bem e você não tem problemas. Além de conseguir cumprir todos os seus prazos com os clientes.

Agradecemos a todos os leitores do blog e também àqueles que um dia já passaram por aqui. Obrigado, Cristina e Bruna, pela atenção dada e pela disponibilidade. Foi muito bom conversar com vocês.


Nosso aniversário foi hoje, mas o Especial sobre a AlmapBBDO ainda continua durante toda essa semana. Continue acompanhando e não se esqueça: Entre sem bater!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

AUPP Visita: AlmapBBDO



O Especial de Aniversário está com força total. Só nessa semana teremos uma grande agência: a AlmapBBDO. Só pelo fato de ter sido considerada a Agência do Ano no Festival de Cannes e ter levado 15 Leões já explica. Lembrando que algumas das principais agências de São Paulo já passaram por aqui: DM9DDB, Talent Propaganda e Borghierh/Lowe.

Logo quando entramos sentimos um ar “clean”. Estávamos muito ansiosos para finalmente conversar com alguém da AlmapBBDO. A visita aconteceu pelo empenho da Assessora de Impressa, Annamaria Marchesini que foi super atenciosa e simpática. Nos recebeu e tivemos uma conversa bem descontraída. Foi graças à ela que tivemos a oportunidade de conversar com grandes profissionais da Almap e que fizemos as entrevistas que vocês irão acompanhar durante toda essa semana de aniversário como: Cristina Chacon (Atendimento da Havaianas), Guilherme Frioli (Coordenador de Mídia), Vanessa Marques (Arquiteta de Informação). Ficamos surpresos pela disponibilidade dos profissionais e pelo carinho com que fomos recebidos.

Foram dois dias que jamais serão esquecidos. O primeiro dia foi apenas um bate-papo, onde nos deixaram mais curiosos ainda para conhecer os profissionais e também a agência em si. No segundo dia (na semana seguinte), voltamos para matar a ansiedade. Os três foram pacientes, dispostos a responder às questões e até prepararam slides, um profissionalismo impressionante.


Adoramos a visita e durante a semana mostraremos a vocês a experiência de cada um. E para começar, amanhã a entrevista com Cristina Chacon.

domingo, 29 de agosto de 2010

Borghierh/Lowe - Premiações



Essa semana foi muito proveitosa, conhecemos duas grandes agências importantes. Porém, hoje faremos uma última homenagem à Borghierh/Lowe mostrando dois trabalhos premiados da equipe.

O primeiro é um filme produzido para o lançamento do aparelho de barbear Comfort 3 da Bic que ganhou Ouro no 4º WEB EXPO FÓRUM na categoria Varejo Digital com a campanha Bic Homem Bem Feito. O segundo trabalho foi premiado com Leão de Prata no Festival de Cannes desse ano na categoria Filme. Foi produzido para divulgar os detergentes Skip Black and White, da Unilever argentina. Vale ressaltar que foi a única agência brasileira a ganhar essa premiação.

Bic Homem Bem Feito - Ouro

O filme, para o lançamento do aparelho da Bic, foi gravado em um cenário de restaurante, onde um homem e uma mulher estão em um encontro, até que de repente ela grita: ”olha a barata”. Esse grito dá início a uma sequência de três reações diferentes do mesmo homem e leva quem está assistindo a dar boas risadas.



A forma engraçada que foi dada ao filme é para mostrar como deve ser um homem bem feito, associando ao Bic Comfort 3, pois homem bem feito é sem exageros, na medida certa.

Confira também o making-of do vídeo:



Skip Black and White - Prata

O filme começa com a narração de uma história que deixa as pessoas atentas nos desenhos que vão se formando. Quando o filme parece ter terminado, aparece uma legenda convidando-as para que prestem atenção na parte branca, então começa a “brincadeira”.



No final do vídeo é revelado que o branco e o preto são histórias diferentes, assim como os dois detergentes, pois cada um foi feito para ser usado de acordo com a sua cor. Não é à toa que foram premiados, pois o filme foi muito bem produzido e faz com que a pessoa se divirta e fique curiosa para entender do que se trata.

Agradecemos ao Pedro Cobertt pela atenção dada, pela oportunidade de ter conhecido seu trabalho e por nos apresentar um pouco mais sobre a Borghierh/Lowe. Esperamos que as dicas do Pedro possam ajudar vocês.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Borghierh/Lowe - Entrevista com Pedro Cobertt



Nessa sexta, 27, falaremos sobre a oportunidade que tivemos de conversar com o Pedro Cobertt, redator da Borghierh/Lowe. Falou sobre a sua trajetória, sua vida pessoal e deu algumas dicas para os futuros redatores e publicitários. Esperamos que gostem da entrevista.



1. Fale sobre o Pedro Cobertt.
Sou de Campinas, me mudei pra cá de 17 pra 18 anos. Tenho quatro irmãos. Não durmo, isso é um defeito, mas ao mesmo tempo vejo como uma qualidade, durmo de 4 a 5 horas por dia. Já fui maratonista, mas não tenho corrido com muita frequência por falta de tempo. Leio absurdamente o dia inteiro, principalmente em outras línguas, porque acho que conhecimento é importante, principalmente o redator que não pode ser nem um pouco mal informado. Comecei em propaganda numa agência em que meu chefe era presidente, o José Borghi, na Léo Burnet. Fui para a Age logo no início e depois fiquei um ano na W/Brasil trabalhando com o Washington Olivetto, e de lá vim para a Borghierh/Lowe.

2. Como funciona a ‘dupla de criação’ aqui na agência?
Já trabalhei em trio, aqui na agência trabalhamos em dupla. Mas tenho muita sorte por ter grandes profissionais do meu lado. Acho que a pessoa tem que ser independente, não sou um cara que logo no começo de um Job sento para trabalhar com minha dupla, gosto de me concentrar sozinho antes. Faço com que o diretor de arte também escreva, assim como eu opino nos layouts. A dupla nada mais é do que dividir um pouco as responsabilidades. Nunca faço um Job por vez, recebo vários e se você não tem alguém pra te ajudar fica mais difícil. É um trabalho gostoso que requer muita quantidade, assiduidade e dedicação. Entro cedo e saio tarde. Trabalho muito com o planejamento também, porque assim as ideias ficam mais concisas.

3. Onde você busca inspiração?
Depende do Job, porque cada um é uma nova realidade. Atendo banco, absorvente, carro, cerveja, sabão em pó. É importante você manter o hábito de ler. Não pode ficar focado numa coisa só, por exemplo, propaganda você acaba ficando igual a todo mundo, não adianta ser machista tem que ver Sex and the City, porque acaba aprendendo muita coisa de mulher. Sou contra publicitário ser tudo igual, acaba criando um biótipo. Gosto de atirar pra todos os lados, porque é importante você saber de tudo um pouco. Não fica na mesmice, não fique só na Luciana Gimenez, tem que assistir a novela das 9. Mas não tem algo em específico.

4. Foi a primeira vez que você participou do Festival de Cannes? Como foi a sensação?
Não foi a primeira vez, mas a primeira que eu senti que levei algo relevante, diferente. A sensação é ótima, principalmente porque é um filme e é muito difícil ganhar essa categoria aqui no Brasil. Sinto o dever cumprido, porque um publicitário de elite deve ter obrigatoriamente alguns prêmios no seu currículo. O mais bacana é você saber que conseguiu aprovar um bom trabalho com o cliente, o que é muito difícil hoje em dia. Perco mais tempo convencendo o cliente com uma boa ideia do que ter uma boa ideia.

5. Vocês trabalham com as redes sociais?
Todos pensam juntos e em redes sociais não é diferente. Infelizmente, no mercado brasileiro a gente não consegue fazer nada só em cima de rede social, porque não é fácil dobrar o brasileiro, mas tentamos fazer com que isso seja natural. Todas as campanhas acabam tendo ações nas redes sociais. Tanto que pegamos 4 blogueiras (uma delas está na MTV, a Mari Moon), colocamos no SPFW para observar o desfile e logo que elas chegavam em casa comentavam sobre as Melissas nas redes sociais. Deve-se trabalhar de uma forma natural e se você forçar, fica com cara de propaganda “falsa” ridiculariza a marca. Tentar tapear gente mais nova é a coisa mais ridícula do mundo, porque é o povo que mais entende de redes sociais e entende dessa tecnologia. Por exemplo, o caso do Twix. Quem trabalha com isso tem que ter cuidado.

6. Como funciona para uma pessoa ter acesso à agência?
Eu vejo pasta com o maior prazer, quase uma por dia. E é até bom pra mim, porque eu acabo ‘conversando’ e aprendendo. Pra mim é bom porque eu acabo vendo pessoas com cabeças diferentes, ideias diferentes. Lembrando que, a palavra de ordem para sua pasta é diversidade.

7. Sobre a crise criativa no Brasil, o que você tem a comentar?
Acho que não é a crise criativa, é que muitas vezes nós ficamos em cima de coisas pré-determinadas. Tenho alguns amigos que trabalham em Londres que acham que o anúncio não é mais uma coisa tão relevante. Por exemplo, há uns 2 meses atrás eu e o meu amigo passamos 10 dias em Londres criando um Job e trabalhamos com muitas duplas de outros lugares como: Tailândia, Singapura, República Tcheca. E eles tinham uma admiração pela direção de arte do brasileiro, por causa de pessoas competentes, de grandes agências. A admiração é tão grande que chega a comover. Só que eu acho que falta darmos um passo a diante. Então, não é que o Brasil passa por uma crise criativa, é que as pessoas estão indo sempre para o mesmo lado. Não procuram conhecer novas formas de publicidade.

8. Indique um livro.
O Estrangeiro, de Albert Camus. A forma como ele escreve é instigante, diferente.

9. Indique um filme.
Não tem “um filme”, até mesmo porque minha mulher diz que eu sou o cara mais eclético do mundo. Mas um que eu gostei foi o Vicky Cristina Barcelona (2008), e outro que também posso citar bem legal é o Toy Story 3 (2010) que é um filme bom pra caramba.

10. Indique um site.
Existem vários. Acho que as pessoas não podem ter uma única forma de informação. Entrem em sites de revistas, jornais, procurem saber o que acontece lá fora e o que os outros falam do Brasil.

11. Indique uma campanha nacional.
As campanhas que mais me chamam a atenção são: Brastemp, Havaianas e a dos Mamíferos da Parmalat.


Foi muito gratificante para nós mostrar um pouco mais sobre esse grande profissional. Parabéns ao Pedro e amanhã tem mais Borghierh/Lowe.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

AUPP Visita: Borghierh/Lowe



Faltam 5 dias para o aniversário e continuaremos postando sobre as agências de São Paulo. Hoje, é a vez da Borghierh/Lowe receber uma singela homenagem da AUPP. Conversamos com o Pedro Cobertt, redator, que ganhou o Leão de Prata em Cannes, na categoria Filme. Ele logo se disponibilizou, e vocês poderão ver a entrevista amanhã aqui no blog.

Ao entrar na Borghierh, você sente um ar mais descontraído, talvez por causa das cores quentes ou das Jabulanis espalhadas pelo chão revestido de grama sintética.


Fomos para uma sala de reunião, onde Pedro nos contou um pouco sobre sua trajetória e sobre a agência. Conhecemos todos os departamentos, enquanto isso, as pessoas estavam bem concentradas no que faziam. Surpreendemos-nos com a disponibilidade que os funcionários têm de conversar com os Diretores/Sócios. A porta fica aberta para qualquer pessoa entrar, desde o estagiário até os outros cargos superiores.

Além disso, tem uma mesa de sinuca, mesa de pebolim e um aparelho de som que colocam, de vez em quando, umas músicas pra tocar durante o almoço. Ou seja, um ambiente bastante descontraído para se trabalhar.


Para conhecer mais, veja a entrevista amanhã.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Talent Propaganda - Cannes 2010



Para encerrar a homenagem à Talent, selecionamos algumas peças de destaque. A agência ganhou nesse ano dois prêmios com o mesmo cliente: Bota Sete Léguas. Vale a pena ver essas peças que levaram Leões no Festival de Cannes na categoria Press e Outdoor.

Categoria Press: Trabalhadores - Prata


Nessa situação, encontramos o boneco de neve com a bota no fogo. Fizeram uma brincadeira com o “frio no calor”, que mesmo assim continua protegido porque está com as botas. A ideia é inovadora para vender botas de borracha.


Nessa, o homem é feito de papel e está na água. Se não fossem as botas ele não poderia pescar. Uma mistura de brincadeira e ao mesmo tempo seriedade.


E por último o boneco feito de bexigas no meio dos cactos. Novamente reforçando a ideia de proteção que as botas proporcionam. Sem contar no título trabalhadores que relaciona os personagens com profissionais: bombeiro, pescador e carpinteiro.

Categoria Outdoor: Inimigos - Bronze


A direção de arte do anúncio não deixou que os detalhes fossem esquecidos, desde a escolha dos elementos até como a maneira que iria brincar com o público. Nessa peça, eles mostram que os pés são tão sensíveis que estão sujeitos às ameaças do cotidiano, assim como um peixe está em perigo pelo simples fato de atrair o olhar do gato.


As ameaças não param em um simples aquário, estão presentes em todos os lugares e em diversas situações. Podemos notar nessa peça como as ameaças do dia-a-dia nos surpreendem quando menos esperamos.


E para enfatizar a ideia de que perigos podem vir de qualquer lugar, nessa ilustração os monstros estão prontos para atacar uma cidade inteira e podem fazer estragos. Imagine o que uma ferramenta pode fazer com os nossos pés e somente com as Botas Sete Léguas o pé está em segurança.

Agradecemos a oportunidade dada pelo Gui Loureiro de conhecer um pouco mais sobre a Talent Propaganda e sua carreira. Esperamos que através desses posts vocês possam ter aproveitado e aprendido sobre essa agência.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Talent Propaganda - Entrevista com Guilherme Loureiro



Guilherme Loureiro, com apenas 28 anos, é o atual Gerente de Mídia Digital da Talent. Há dois anos ele começou a organizar um evento chamado Happy Hour do Mercado Digital, um encontro que reúne as pessoas para fazer networking. Começou com 16 participantes, mas chegou a ter 500 em uma das edições. E por meio deste evento, obteve um destaque maior na comunidade de mídia eletrônica.

Depois de algum tempo, do sucesso que foi o evento, Gui Loureiro resolveu criar uma comunidade com o mesmo intuito do evento: reunir pessoas para fazer networking. E foi onde surgiu o HHMONLINE (Happy Hour do Mercado Online), que hoje conta com mais de 1.600 profissionais da área de publicidade digital.
Mesmo entre tanta correria, Guilherme Loureiro reservou um tempo para nos receber e contar um pouco mais desse mundo digital e das mídias on-line que vem estruturando dentro da Talent.

1. Fale um pouco sobre o profissional Gui Loureiro.
Fiz faculdade na ESPM e queria ser da área de criação/redação, mas percebi como era complicada. Então, parti para mídia que é dividida em três áreas, me especializei em planejamento. Comecei na parte de mídias on-line no Busca Pé, depois na Atrativa, Click Jogos e hoje sou gerente de mídia on-line da Talent. Cuido das redes sociais, mobile e advertising.

2. O trabalho on-line era estruturado desde o começo?
O propósito é trabalhar junto com o off-line, mas ele vem perdendo força, então pegamos investimentos de outras áreas. Temos um exemplo recente de um cliente que trabalha com o on-line, o Banco Santander. Mas há essa integração entre off e on, uma comunicação 360°.

3. Como você pode usar as redes sociais a favor da publicidade?
Primeiro que, estar nas redes sociais é uma obrigação. É importante para escutar o que o cliente quer. Saber sua opinião é conversar de uma forma mais descontraída e dependendo do usuário, criar formas diferentes de SAC.

4. Cite outra marca que trabalha com on-line.
A Net é um exemplo, pois trabalham com as redes sociais, são dois twitter’s: o oficial e o SAC. Além do facebook e o FAQ.

5. Indique um site.
Sou apaixonado por game advertising, mas gosto de escrever algumas coisas sobre cinema, livros e redes sociais no nosgeeks. A rede social começou, pra mim, como uma brincadeira quando trabalhava no TV1. Fomos para o bar com 15 pessoas e assim começamos a pensar em informações que poderíamos passar no site, através de vagas, vídeos interativos.

6. Qual o perfil do profissional que trabalha na Talent?
Um profissional que deseja trabalhar aqui deve ter, no mínimo, vontade. Na parte de internet, precisa ser matemático, estatístico e analítico. Na área de social media, precisa saber de tudo um pouco, tem que estar antenado, buscar informações, saber um pouco de jornalismo, mídia e, principalmente deixar de ser preguiçoso.

7. Como faz para ter acesso à agência?
Não tem mistério. Só mandar e-mail ou ligar. Não pode ter medo de arriscar e conhecer pessoas (networking).

8. Como faz para estagiar aqui na agência?
O antigo estágio morreu, hoje está cada vez mais concorrido. Por isso, logo que aparece uma oportunidade grande, deve correr atrás e não fazer o convencional. Mostre o novo, o diferente.

9. Qual a dica que você deixa para quem está começando?
Você deve ter objetivo e planejar o que você quer. Procurar lugares que gerem crescimento e oportunidade. Relaxar, pensar no cliente e sempre procurar o melhor para ele. Pense como um todo.

10. Indique um livro.
É um livro de auto-ajuda, mas muda a visão de vida: Pai rico, pai pobre de Robert Kiyosaki e Sharon Lechter.

11. Indique um site.
Olivreiro que trata sobre discussão de livros.
Olhar digital trata sobre linguagem digital.

12. Indique uma rede social.
Minha rede social que fala sobre música: papolog.

13. Indique uma campanha nacional
Uma campanha do viajante Mastercard que começou no on-line, pois as pessoas davam dicas de onde iam.


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

AUPP Visita: Talent Propaganda



O aniversário está rendendo muito mais do que imaginávamos. Já passaram pelo Especial: DM9DDB, Circuito Digital, Editora Referência e Estúdio Colletivo Design. Hoje, teremos uma prévia sobre a Talent e amanhã a entrevista com o Guilherme Loureiro. Mas aguardem porque ainda nessa semana, Borghierh/Lowe.

Quando chegamos ao prédio sentimos um clima mais sofisticado. Ao entrar na agência tivemos certeza. Esperamos em uma sala maravilhosa dando vista para a avenida e, durante esse tempo, notamos a seriedade dos profissinais. Ficamos admirados com o ambiente. Os detalhes não são só detalhes, tem até uma parede escrita “TALENT” com grafiato:


Outra com uns dizeres sobre como funciona a agência. Tiramos uma frase desse texto: “É preciso ter consciência de que o ato de trabalhar não é a coisa mais importante que se pode fazer nesta empresa“. O trabalho é apenas a consequência.

A agência nos dá uma impressão de ser tradicional, mas ao conversar com o Guilherme notamos que nem tudo é o que parece ser. Veja amanhã aqui no blog a entrevista completa.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Estúdio Colletivo Design - Trabalhos Inesquecíveis



Hoje, infelizmente é o último dia do Especial Colletivo. Mostramos um pouco sobre o Estúdio, a entrevista com a Vanessa e o Renato e continuaremos com os trabalhos. Não tem como não se surpreender com a arte, principalmente com a ilustração.

Notamos que além de ser um ambiente descontraído, existe muita seriedade e dedicação por parte da equipe. Selecionamos algumas marcas famosas que os mesmos já atenderam.

Editorial Capricho - 2008




O Estúdio fez uma ilustração para o editorial da revista Capricho que tratava sobre adolescentes e jovens com problemas de insônia.Eles abordaram o assunto sério de uma descontraída e irreverente.

Kuat – Santa Clara Nitro- 2008



Convidados pela Santa Clara Nitro para participar da nova campanha do refrigerante Kuat, o Estúdio Colletivo teve a oportunidade de criar 2 embalagens e o material para a campanha. A equipe deu um toque a mais nas embalagens do Kuat.


Vodka Absolut Brasil – 2007


A Absolut Brasil promoveu uma exposição e convidou 12 artistas para customizar suas garrafas com o tema: Brasil. O estúdio Colletivo estava entre os convidados e desenvolveu sua arte baseado nas obras de Tarsila do Amaral com o tema: Absolut Flora Brasilis 22, onde eles mostram a diversidade que o nosso país tem através das cores e do design despojado.

Kit Heineken - 2009


Para a bebida Heineken o pessoal do Colletivo se inspirou nas bonecas russas Matrioska e desenvolveu um kit que contém: caixa, material gráfico explicativo, pôster e um cartão fidelidade. Muito boa a sacada que tiveram, pois além da parte gráfica houve uma complementação do projeto.

Esperamos que tenham gostado dessa semana e aprendido com esses profissionais, pois essa equipe só tem a ensinar. Parabenizamos o Colletivo pelos trabalhos e pela trajetória profissional.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Estúdio Colletivo Design - Web



Para continuar a semana do Estúdio Colletivo Design, continuaremos a mostrar um pouco mais a vocês o que eles proporcionam de tão diferente, pois sabemos que o Colletivo é um grande estúdio de Designers.

Já falamos sobre a parte de Web que vem crescendo cada vez mais. Hoje, decidimos mostrar uns trabalhos que realizaram e obtiveram um grande sucesso.

Cavalera - Verão 2010


Foi criada para a Cavalera nesse verão de 2010, o site em stopmotion. Tudo combinando com a proposta. Vale a pena conferir o resultado clicando na imagem.

Juliana Jabour


Como já havia citado, o Colletivo atende a Juliana Jabour. Toda a parte relacionada à internet é feita por eles, e por sinal, muito bem.

Movimento Canarinho - Nike - 2010


O Movimento Canarinho foi feito como uma ferramenta, onde a pessoa ao se cadastrar irá receber um convite em formato de vídeo para participar do movimento. Teve até um aplicativo da rádio Canarinho para o iPhone complementando o projeto. Foi um grande sucesso para o Estúdio.

Parabéns a todos pelos trabalhos muito bem sucedidos.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Estúdio Colletivo Design - Entrevista com Vanessa Queiroz e Renato Campana



Vanessa Queiroz cursou Design pela Universidade Anhembi Morumbi em 2003. Ressalta que a maioria das pessoas que hoje compõem o Estúdio se conheceram na faculdade e que isso foi muito importante, principalmente os trabalhos e as matérias que a ajudaram para se aprofundar no assunto. Renato Campana fez 3 anos de Design Gráfico no Senac. Ele acredita que a faculdade não supre as necessidades de aprendizagem, pois existem outros lugares para se aprender a profissão que escolheu.

Vanessa e o seu sócio Marcelo decidiram abrir o Estúdio no final do ano de 2003, pois já estavam fazendo alguns freelances e tendo um bom resultado. Mas o Estúdio nasceu apenas como uma ideia, sem planejamento, sem administração, só com os sócios se ajudando, com a cara e a coragem.


1- O foco não é trabalhar com publicidade, mas acaba acontecendo. Fale um pouco mais sobre.
Vanessa - Quando começamos, precisávamos trabalhar e usar nossas habilidades. Pegávamos clientes pequenos e querendo ou não acabávamos indiretamente na publicidade. Hoje, como temos a parte de web, trabalhamos com isso e estamos indo além. Mas isso não nos torna uma agência.

2- Vocês já comentaram que fazem o que o cliente pede e mais um pouco, não ficam presos só naquilo. O que podem comentar sobre?
Vanessa - O cliente chega e fala o que quer, mas nem sempre é aquilo que precisa. Tem que explicar para ele os melhores caminhos e o porquê. Acaba sendo um trabalho didático.

Renato - Vira um exercício pra gente, porque não tem sentido entregar uma coisa redonda. É muito mais fácil saber o mais complicado, assim as coisas mais difíceis acabam virando mais fáceis. Nem sempre o mais complicado é o que o cliente precisa.

3- Quantas pessoas trabalham aqui e em que área elas atuam?
Vanessa - Existem as divisões, mas as pessoas transitam nas outras áreas. Tem a parte de ilustração/parte gráfica (6), web/criação (4), mídias sociais (2), programação (3), atendimento (4), financeiro (1), secretaria/atendimento (1).

4- Qual o trabalho de maior destaque?
Vanessa - Sem dúvidas o da Pepsi nos fez ter uma grande visibilidade. E logo apareceu a Nickelodeon, nosso cliente. Mas um trabalho em específico não tem, tudo foi consequência do que foi feito.

5- Como funciona o trabalho nas redes sociais? Vocês atendem alguém?
Renato - Atendemos muito a área de moda. Cuidamos de toda parte da internet da Juliana Jabour, uma estilista muito famosa. Nós estamos crescendo gradualmente nessa parte. Tem que ser usada da forma correta.

6- Como surgiu essa ideia de montar um estúdio com esse estilo "Colletivo"?
Vanessa - Nós temos quatro sócios que são muito família e isso reflete nos funcionários. Outra coisa que a gente se questiona diariamente é: se esse é o jeito certo ou errado. É uma bagunça organizada, cada um sabe a sua função e depende muito do bom senso. Existe uma hierarquia, mas todo mundo pode dar opinião e falar. No começo era muito mais livre e hoje é bem mais organizado, mas isso não muda a cara do estúdio.

7- Como o aluno faz para conhecer o estúdio, mandar um currículo/ portfólio? Através de e-mail, vindo pessoalmente ou através das mídias sociais?
Vanessa - Pode ser das três formas. Vocês mesmo não sentiram dificuldade alguma em conseguir marcar um horário conosco, muitas vezes é a própria pessoa que cria barreiras para entrar em contato. Dificilmente as pessoas não conseguem falar com a gente, pois nós abrimos todos os dias a caixa de mensagem e respondemos os e-mail’s.

Não gostamos quando vem currículos sem revisar o português ou quando indicam todas as escolas que já estudaram. O que nos interessa é o trabalho da pessoa e não a escola que estudou.

8- Qual a dica que vocês deixam para quem está começando agora e quer trabalhar com design?
Renato - A base é trabalhar sem ganhar dinheiro, porque se você entra pensando que vai ganhar super bem logo de cara, está na carreira errada.

Vanessa - E outra, reserve a tarde para estudar, porque se você tem tempo e pode, busque aprender. Não deixe de fazer isso, conheça coisas novas. Eu não tinha tempo para estudar porque passava as tardes na faculdade, era o único lugar que eu tinha acesso às palestras e às novidades.

A primeira pergunta que você tem que se fazer é: onde eu quero chegar? Se você quer ser diretor de criação, então deve fazer de tudo para conseguir alcançar o seu objetivo. É claro que haverá momentos em que você vai ter que abdicar de muita coisa.

É bom você fazer bastante trabalho pra si mesmo, fazer o que você gosta. E saber o que se passa pelo mundo, não dá pra se fechar em uma caixinha. Tem que ser humilde e sempre pensar que se um trabalho ficou bom, podia ter saído melhor.

Lembre-se: A faculdade é a pontinha de tudo, você não pode sair dela, pegar o diploma e achar que faz qualquer coisa.

Renato - E você tem que saber valorizar quem sabe mais, não tem nada de errado em você reconhecer isso e falar: “ele sabe mais do que eu, vou colar nele e aprender tudo o que eu puder”. Em todas as dificuldades que passei, sempre tinha um cara que eu olhava e admirava.

E não importa se o cara não te dá a mínima e não quer ensinar, preste atenção no trabalho dele e absorva o que puder. Você tem que entender qual é a sua posição naquele lugar e, dessa posição, conseguir tirar as melhores oportunidades.

Vanessa - Sem contar que não tem essa de escolher ou classificar cliente. Não é só porque é a padaria da esquina que você vai fazer qualquer coisa, tem que pensar: "o que eu posso fazer pra essa padaria da esquina se destacar"? Esse é o papel da publicidade.

9- Qual livro você indica?
Renato - How To Be a Graphic Designer Without Losing Your Soul do autor Adrian Shaughnessy. Esse livro me ajudou muito a entender qual o meu papel dentro da sociedade.

10- Qual site você indica?
Renato - Além do site do Colletivo, um bem legal de entrar é o FFFFOUND.


Agradecemos desde já o pessoal do Colletivo que nos recepcionou tão bem e proporcionou uma tarde bem descontraída. Valeu!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Estúdio Colletivo Design - Embalagens Pepsi Max 2006



Para continuar a semana, voltamos em 2006 para mostrar a vocês um trabalho de grande sucesso da Colletivo. Foram feitas três embalagens para a Pepsi Max com os temas esportes e música.

Pepsi Max - 2006


A ilustração mostra a força dos jogadores de futebol americano em relação ao refrigerante, além de transmitir a sensação de movimento, como se você tomasse Pepsi e ficasse mais ligado.


Pode-se notar a ideia que a ilustração proporciona. O jogo de futebol futurista está muito bem feito e passa uma energia e força para a marca.


Nessa, podemos ver o poder da música que nos dá um ar de descontração e divertimento, com uma ilustração totalmente dinâmica.

Essas peças nos inspiram, principalmente para os ilustradores e até para quem gosta e/ou se interessa por arte. Sempre utilizando as cores da Pepsi, sem tirar a sua identificação, de forma a trazer a marca mais perto do seu consumidor. E é assim que eles vêm fazendo em todos os seus projetos.

Se quiser saber mais sobre o Estúdio, amanhã sairá a entrevista com Vanessa Queiroz e Renato Campana, passando suas experiências profissionais.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

AUPP Visita: Estúdio Colletivo Design



A proposta do aniversário continua. A partir de hoje, mostraremos um pouco mais sobre o Estúdio Colletivo Design. Tivemos o privilégio de ir ao estúdio em que muitos tinham curiosidade de conhecer e agradecemos a disposição da equipe.

Chegamos ao Estúdio, ou melhor, numa casa aconchegante, e esperamos na sala de reunião, onde nos deixaram super à vontade. Vimos os quadros que eram os trabalhos de destaque enquanto esperávamos. O encontro foi marcado no horário do almoço e para nossa surpresa, toda equipe almoça no próprio estúdio, como uma grande família.

Até aqui, tínhamos conhecido a sala de reunião e a cozinha, um lugar tranquilo, caseiro e alegre. O ambiente de trabalho é um sonho para qualquer profissional, seja de arte ou não. A Vanessa e o Renato nos levaram até uma sala em que ficam os sócios. Ficamos sentados de uma forma descontraída para conversar. Vale ressaltar que eles não só trabalham com a ilustração, mas com a parte de Web também.




A sala é toda decorada com quadros, bonecos, objetos, ou seja, todo o estúdio respira criatividade. O que achamos fora do comum foi a presença de dois seres muito queridos por todos: um cachorro e uma cadela.




Agradecemos a atenção dos dois, muito acessíveis e simpáticos. Adoramos ter conhecido o Estúdio, nos divertimos bastante, conversamos sobre tudo um pouco. Para saber mais sobre a nossa visita ao Estúdio Colletivo Design não deixe de conferir a semana que dedicaremos à eles.